Região Norte

Norte Área – 3.869.637,9 km² (45,27% do território nacional).
Estados – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia , Roraima e Tocantins.

CARACTERÍSTICAS
Ocupa uma extensa bacia sedimentar encravada entre o maciço das Guianas ao N, o planalto Central ao S, a cordilheira dos Andes a O e o oceano Atlântico a NO. Clima equatorial , com rios das bacias Amazônica, do Norte e do Tocantins . O relevo possui três patamares de altitude, definidos pelas cheias dos rios.
Igapós – Área de inundação permanente, com floresta do tipo caá-igapó, fechada e com espécies adaptadas para ficar com suas raízes sob a água.

Várzeas – Mais elevada e inundável apenas nas cheias dos rios, apresenta a mata das várzeas, cuja espécie mais característica é a seringueira.
Baixos platôs – Parte mais elevada e fora do alcance das cheias fluviais, tem como vegetação típica a mata caá-etê (ou mata dos firmes), com madeiras de lei e castanheiras.

POPULAÇÃO
Com 10.597.305 habitantes (7%), é a região de menor densidade demográfica , com 2,73 hab./km². A maioria da população é urbana (57,8%), e a metrópole regional é Belém.

OCUPAÇÃO
A ocupação, iniciada ao longo dos rios, concentra o povoamento nas margens. A partir da década de 60, a construção de rodovias como a Belém-Brasília, Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Marechal Rondon facilita a interiorização. A distribuição de terras para o assentamento rural atrai migrantes, que ocupam as margens das estradas dando início ao acelerado processo de desmatamento. Nos anos 80 o governo oferece incentivos fiscais para grandes projetos agropecuários, que devastam extensas áreas para formação de pastagens. O manejo incorreto do solo, a ocupação indiscriminada e a poluição química dos garimpos provocam grande dano ambiental. Também são graves os conflitos de terra entre garimpeiros e indígenas, que têm causado inúmeras mortes na região .

ECONOMIA
Baseia-se no extrativismo vegetal (látex , açaí, madeiras, castanha) e mineral (garimpos de ouro , diamantes, cassiterita, estanho), além da exploração de minérios em grande escala, como na serra dos Carajás, PA (ferro), e serra do Navio, AP (manganês). O maior problema para o desenvolvimento é a falta de infra-estrutura energética: a única grande usina é Tucuruí, no rio Tocantins (PA), leste da região. As demais usinas são pequenas – como Balbina, no rio Uatumã (AM), e Samuel, no rio Madeira (RO) – e atendem parcialmente à parte oeste da região. O abastecimento depende de geradores movidos a óleo diesel, combustível de alto custo. Na época das cheias, só alguns trechos das estradas são trafegáveis, e há apenas duas ferrovias, ambas para escoar minérios: a E.F. Carajás, de Marabá (PA) a São Luís (MA), leva o ferro de Carajás para os portos de Itaqui e Ponta da Madeira, e a E.F. do Amapá transporta o manganês extraído na serra do Navio até o porto de Santana, em Macapá (AP).
Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, prevê incentivos fiscais para instalação de parque industrial baseado principalmente em montadoras de produtos eletrônicos.


Amazônia Legal
Região compreendida pela totalidade dos estados do Acre, do Amapá, de Amazonas, do Pará, de Rondônia e de Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, de Tocantins e do Maranhão. A região engloba uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km², correspondente a cerca de 61% do território brasileiro. Foi instituída com o objetivo de definir a delimitação geográfica da região política captadora de incentivos fiscais com o propósito de promoção do seu desenvolvimento regional.

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