Nova Anã Marrom é descoberta

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Nova anã marrom é encontrada pela NASA através de um projeto de astronomia amadora.
A Nasa mantém vários projetos e um deles é formalmente conhecido como WISEA J110125.95 + 540.052,8. O nome é estranho, parece mais uma senha boa para redes sociais, mas trata-se de um projeto onde voluntários ajudam na descoberta de novos corpos celestes.
Rosa Castro terapeuta durante o dia e astrônoma amador, se juntou ao projeto de ciência cidadã Backyard Worlds: Planet 9, financiado pela NASA (esse do nome estranho). Em sua casa, de noite, terminou seu jantar, abriu seu laptop, e descobriu um novo objeto que não era nem planeta nem estrela.  Ela iria se tornar um dos quatro voluntários para ajudar a identificar primeira anã marrom do projeto mantido pela Nasa.
Tem cerca de duas décadas desde que os pesquisadores descobriram as primeiras anãs marrons, e que a comunidade científica abriu os olhos para esta nova classe de objetos entre estrelas e planetas.
Embora sejam tão comum como estrelas e forma …

Especial: Dia do Índio

Sydney Possuelo: uma vida amazônica

O sertanista que viveu mais de 50 anos na selva, sobreviveu a mais de 30 malárias e até hoje defende a proteção dos povos indígenas na Amazônia.

Sydney Possuelo, personagem do documentário da série Memórias da TV Câmara, é o último sertanista da antiga saga liderada pelos irmãos Villas-Boas, os heróis da sua infância, seguidores de Rondon, o desbravador do oeste brasileiro. Sydney viveu mais de 50 anos na selva, sobreviveu a mais de 30 malárias, contatou oito povos indígenas no grande avanço do homem branco sobre a Amazônia. No início pensava, como Rondon e os Vilas Boas, integrá-los à sociedade. Mas o que se viu foi um cenário de genocídios. “Comunidades inteiras, línguas, culturas simplesmente desapareceram”, recorda. Hoje ele defende que deixemos os índios em paz, isolados em reservas.

O filme conta, nos depoimentos do sertanista, o início da grande marcha da civilização branca para a Amazônia. Primeiro para estender linhas telegráficas e construir pontos de contato que encurtassem o caminho aéreo rumo norte e aos Estados Unidos, depois pela construção das estradas que rasgaram o território. Junto com as matas, este avanço devastou ou marginalizou milhares de índios que o sertanista conheceu ainda altivos e senhores de culturas milenares, perdidas para sempre.

Condecorado por vários governos estrangeiros, ex-presidente da Funai, da qual foi afastado por críticas à sua nova postura e abandono, principal responsável pela demarcação das terras Yanomami, Sydney conta por que hoje é radicalmente contra qualquer contato com os povos ainda isolados na Amazônia. “Eu cresci na escola de Rondon, e hoje sei que estávamos completamente errados”. Mas sabe que, mesmo isolados, o futuro destes povos é incerto. “Irão durar o quanto queremos que eles durem. Os responsáveis pelo futuro deles próprios não são eles. Somos nós”, diz.

Veja o documentário:

Ficha Técnica

Direção e Edição: Roberto Stefanelli
Edição de Imagens & Finalização: Joelson Maia
Videografismo: Ernani Pelúcio
Trilha Sonora: Alberto Valério
Pesquisa: André Bergamo E Roberto Stefanelli
Produção:Pedro Caetano
Cinegrafistas: Edson Cordeiro e Leandro Ribeiro
Locução: Claudio Lessa

Fonte: TV Câmara - Originalmente publicado em <http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/189427-SYDNEY-POSSUELO-UMA-VIDA-AMAZONICA.html> Acesso em 19/04/2017.

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