Tensão na península coreana



O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse no sábado (15) durante um grande desfile militar em Pyongyang que o povo norte-coreano está "preparado para a guerra" contra os Etados Unidos com suas armas nucleares.

Durante o desfile do "Dia do Sol", presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental.

"Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico", disse Choe.

Choe também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, "o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro".

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, chegou neste domingo (16) a Seul, capital da Coreia do Sul, para uma visita de três dias que terá como ponto central a tensão na península coreana. Pence aterrissou poucas horas depois de a Coreia do Norte realizar mais uma tentativa de lançamento de mísseis.

A Casa Branca também indicou que serão examinadas opções militares como possível resposta a provocações do regime norte-coreano.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, defendeu hoje (17) a diplomacia para se conseguir o desarmamento da Coreia do Norte, um dia depois de o país vizinho fazer o lançamento fracassado de um míssil em plena escalada de tensão na península coreana.

O chefe do Executivo japonês pediu a Pyongyang que evite fazer mais provocações e considerou que, além disso, "é necessário exercer mais pressão para que a Coreia do Norte responda seriamente ao diálogo".

Abe disse ainda que para atingir estabilidade na região é necessário que Pequim, principal aliado de Pyongyang, faça uso de sua influência e que Washington e Seúl façam seu papel. Ele insistiu na ideia de buscar a cooperação da Rússia.

Com Informações da Empresa Brasil de Comunicação S/A - EBC 

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