TUÍTE DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO FAZ CHINA PEDIR RETRATAÇÃO DO GOVERNO BRASILEIRO

Mais uma postagem em redes sociais coloca tensão entre Brasil e China. Depois de Eduardo Bolsonaro, agora foi a vez do Ministro da Educação Abraham Weintraub. Ele apagou o tuite que fez no dia 4 de abril em que associava o novo coronavírus, o covid-19, à China envolvendo uma suposta disputa geopolítica entre o oriente e o ocidente. Para tanto Weintraub que é ministro da educação do governo Bolsonaro usou, de forma não autorizada, a imagem da turma da mônica (personagens criado por Maurício de Sousa). Na mensagem Weintraub escreve da mesma forma que o personagem Cebolinha fala, ou seja, trocando a letra R pelo L em uma clara forma de deboche ao povo chinês que ao falar a língua portuguesa possui semelhante dificuldade de pronúncia da letra R.

Em sua rede social escreveu Weintraub "Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?" A mudança das letras R por L ridiculariza o sotaque de muitos asiáticos ao falar português.

A resposta do governo chinês, através de sua embaixada no Brasil foi imediata. O embaixador da China no Brasil escreveu, na mesma rede social, usando seu perfil que "Em 5 de abril, o Ministro da Educação do Brasil Abraham Weintraub, ignorando a posição defendida pela parte chinesa em diversas gestões, fez declarações difamatórias contra a China em redes sociais, estigmatizando a China ao associar a origem da COVID-19 ao país. Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil. O lado chinês manifesta forte indignação e repúdio a esse tipo de atitude. Atualmente, a pandemia da Covid-19 está se espalhando globalmente, trazendo um desafio que nenhum país consegue enfrentar sozinho. A maior urgência neste momento é unir  todos os países numa proativa cooperação internacional para acabar com a pandemia com a maior brevidade, com vistas a salvaguardar a saúde pública mundial e o bem-estar da Humanidade. A OMS e a comunidade internacional se opõem explicitamente à associação de vírus a um certo país ou uma certa região, combatendo a estigmatização sobre qualquer pretexto. Instamos que alguns indivíduos do Brasil corrijam imediatamente os seus erros cometidos e parem com  acusações infundadas contra a China.


Ainda em seu perfil no Twitter o embaixador da China no Brasil critica as palavras racistas do ministro da educação e diz que a China aguarda manifestação do governo brasileiro sobre esta episódio a fim de salvaguardar a amizade existente entre os dois países.


Esse não é o único episódio em que uma pessoa ligada ao governo Bolsonaro faz contra a China, país onde se registrou o começo da pandemia e que, por isso, é acusado de ter gerado a crise mundial da Covid-19.

Wanming em 18 de março, fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o filho do presidente, também em uma rede social, comparar a pandemia do coronavírus ao acidente nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia, em 1986. O episódio gerou uma crise diplomática entre os países. Bolsonaro (Pai) chegou a ligar para o presidente chinês , Xi Jinping, para aparar as arestas criadas pelo filho Eduardo Bolsonaro.

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