EUA consideram "ilegítima" a eleição da Constituinte na Venezuela


Imagem: pragmatismopolitico
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou na quinta-feira (3) que considera "ilegítima" a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) na Venezuela.

"Consideramos uma eleição ilegítima e estamos do lado da Assembleia Nacional (AN, o Parlamento, de maioria opositora)", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, em entrevista coletiva. A informação é da agência EFE.

Heather disse que o Departamento de Estado ainda "não pôde analisar a apuração dos votos" do domingo, ao ser perguntada sobre a denúncia da empresa Smartmatic, encarregada da contagem de votos,, de que teria havido manipulação sobre os dados de participação na eleição.

Ela também negou que os Estados Unidos tenham mantido contato com a Smartmatic, que afirmou ontem que os números oficiais de participação superam o número de pessoas que votaram em pelo menos um milhão.

Essa denúncia levou a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz - que rompeu com o governo de Nicolás Maduro - a abrir uma investigação sobre essa suposta manipulação e finalmente  pedir a anulação da Assembleia Constituinte.

Os EUA já tinham deixado claro que não reconheceriam a Constituinte. Na última segunda-feira, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que considerava "ilegítimas" as eleições. Mas em audiência no Senado na quarta-feira, o secretário adjunto de Estado em exercício para a América Latina e o Caribe, Francisco Palmieri, evitou usar essa palavra para se referir à eleição.

Ao ser pressionado a respeito pelo senador republicano Marco Rubio, Palmieri se limitou a dizer que a eleição "foi uma defeituosa tentativa de afundar as instituições na Venezuela" e "não seguiu os preceitos constitucionais" devidos. Ressaltou também que os Estados Unidos "não reconhecerão" a ANC, caso tome posse.

A expectiva é que nesta sexta-feira a Constituinte seja instalada na sede do Poder Legislativo, onde  se encontra o Parlamento, de maioria opositora. O novo órgão terá poderes ilimitados para redigir uma nova Constituição e reformar o Estado sem que nenhuma instituição possa se opor.

Os Estados Unidos advertiram que responderão à instalação da Constituinte com novas sanções "imediatas e robustas", e ameaçou adotar medidas contra quem ocupar um lugar nesse órgão.

Fonte: EBC

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