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Saia do quadrado

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Afinal para que serve essa tal geografia? Já falava um tal de Lacoste que a Geografia serve em primeiro lugar (embora não apenas) para fazer a guerra. Pensando a Geografia Escolar um tal de Milton Santos, certa vez, disse que a geografia poderia servir ao propósito de explicar o país e ajudar a formar cidadãos a partir desse conhecimento. Eu vejo que a Geografia ajuda na desestabilização do pensamento único.



A Geografia incomoda não por ser crítica, mas por provocar nas pessoas o incômodo desafio de pensar para além do quadrado. Professores de geografia não são aqueles que criticam, mas não fazem.  Ao contrário, eles são provocadores pois assim exige essa ciência que reflete sobre o espaço e sabem que são produtores desse espaço e, deste modo, sabem a diferença entre ser produto e ser produtor. E que culpa pode ter o professor de geografia se o espaço está cheio de contradições? As contradições que se materializam em fome, desigualdades, pobreza precisam ser constantemente apontadas …

Anarriê! Será esse nosso Brasil agrário?

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Anarriê, sala de aula. Recebi um convite que me causou estranhamento. O recado da imagem acima me causou espanto não pelo fato da "festa junina" estar acontecendo em julho. Nem mesmo pelo fato de que a escola (espaço público) venderá comidas (ação capitalista) para os pais. Certo, eu sei que isso é "praxe" e que várias justificativas poderiam ser dadas em defesa do comércio em escola pública, mesmo assim, respeitando as opiniões em contrário, prefiro neste momento, continuar defendendo uma outra escola.



Voltando ao convite o que salta aos olhos é o fato dos alunos terem que comparecer a caráter, vestidos de "jeca". Minha dúvida: qual é a representação, para uma criança em formação, se "transformar" de forma estereotipada em jeca? O quê ou quem é o jeca? O que ele representa ou o que querem que ele represente?
Será esse nosso Brasil agrário? É importante refletir sobre as representações desse Brasil rural inclusive, as influências francesas desta…

Escolas de Mato Grosso terão aulas de história afro-brasileira e indígena

A Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso e a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá vão executar projetos de formação de professores em história e cultura afro-brasileira e indígena.
A ação é uma resposta a um inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado para verificar se as comemorações do Dia do Índio nas escolas se davam de forma estereotipada, configurando a manutenção do preconceito contra as populações tradicionais.
De acordo com o MPF, a investigação foi aberta para verificar o cumprimento da Lei 9.394 de 1996, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, de escolas públicas e privadas.

A iniciativa vai começar pelos professores de Cuiabá, em razão dos 300 anos da cidade, no ano que vem.
A Procuradoria da República elogiou os projetos desenvolvidos pelas secretarias e determinou que cópias dos trabalhos sejam encaminhadas aos conselhos estadual e municipal de Educaç…

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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Fome, pobreza, urbanização acelerada desafiam países no alcance dos Objetivos  de Desenvolvimento Sustentável
Desigualdades, bolsões de pobreza permanentes e rápida urbanização estão desafiando os países a cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, de acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2018, lançado hoje, na sede da ONU, em Nova York. O documento também aponta que a mudança do clima e os conflitos são os fatores que mais contribuem para o aumento do número de pessoas que passam fome e são forçadas a se deslocarem e, consequentemente, reduzem o acesso básico a água e saneamento. Pela primeira vez em mais de uma década, há 38 milhões de pessoas a mais no planeta que passam fome, número que subiu de 777 milhões em 2015 para 815 milhões em 2016. Segundo o relatório, os conflitos são, atualmente, uma das principais causas que geram a insegurança alimentar em 18 países. Em 2017, o mundo enfrentou a mais cara temporada de furacões no Atlântico…

Brasil gasta 6% do PIB em educação, mas desempenho escolar é ruim

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O Brasil gasta anualmente em educação pública cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Esse valor é superior à média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 5,5%. No entanto, o país está nas últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar, ainda que haja casos de sucesso nas esferas estadual e municipal. A avaliação é do relatório Aspectos Fiscais da Educação no Brasil, divulgado hoje (6) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. Segundo o relatório, o gasto brasileiro também supera países como a Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), o Chile (4,8%), México (5,3%) e os Estados Unidos (5,4%). “Cerca de 80% dos países, incluindo vários países desenvolvidos, gastam menos que o Brasil em educação relativamente ao PIB”.
O relatório também mostra que como proporção das receitas da União, a despesa federal em educação quase dobrou sua participaçã…

O racismo e o direito à cidade

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Desenvolvimento Urbano debate o racismo e o direito à cidade
A Comissão de Desenvolvimento Urbano promove hoje uma audiência pública com o tema “O racismo e o direito à cidade”. O debate atende a requerimento da deputada Margarida Salomão (PT-MG), que entende que o desafio de promover cidades justas e inclusivas passa pela superação do racismo “que estrutura as desigualdades, organiza as relações sociais e a configuração dos territórios”.

Na avaliação da deputada, a configuração dos centros urbanos segrega grande parcela da população, que para acessar políticas e serviços públicos, trabalho, cultura e lazer, é obrigada a enfrentar longas horas de deslocamento. “Essa segregação é composta também pelo elemento do racismo, ligado historicamente à pobreza no País”.


O debate será realizado a partir das 9 horas, no plenário 16. Assista ao vivo. Com informações da 'Agência Câmara Notícias'.

STF julga em agosto ação que permite educação de filhos em casa

No Supremo, os ministros vão julgar uma ação que trata da possibilidade de pais se recusarem a matricular seus filhos em escolas públicas ou privadas tradicionais e educar as crianças em casa.

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