Ministro russo considera alto o risco de combate entre EUA e Coreia do Norte


Donald Trump cumprimenta o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov Agência Lusa/Russian Foreign Ministry/Arquivo
O ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse nesta sexta-feira (11) que é "muito alto" o risco de um confronto militar entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, e lembrou que Moscou se opõe terminantemente ao armamento nuclear de Pyongyang. A informação é da EFE.

"Considero que o risco é muito alto. Especialmente levando em conta a atual retórica: soam claras ameaças do uso da força", disse Lavrov. Ele lembrou que "a Coreia do Norte diz que tem direito a fabricar armas nucleares e que inclusive já as tem". E reconheceu que Moscou está "muito preocupada" pelas ameaças de Washington de um possível ataque preventivo e as agressivas respostas de Pyongyang.

"Os comentários (nos EUA) de que é preciso realizar um ataque preventivo à Coreia do Norte e as afirmações de Pyongyang que é preciso atacar a ilha de Guam não param e isso algo é que nos preocupa muito", apontou o chefe da diplomacia russa. Ele afirmou que fará todo o possível para evitar um conflito e pediu que Washington dê o primeiro passo para rebaixar a tensão.

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"Opino que quando a situação desemboca praticamente em uma briga, quem deve dar o primeiro passo para se afastar dessa perigosa linha é o mais forte e astuto, ou seja, os Estados Unidos”, comentou.

Lavrov ainda lembrou que a Rússia e a China propuseram no começo de julho "um plano muito sensato para um duplo congelamento". Por parte do regime de Kim Jong-un, visando suspender todos os testes de armas nucleares e mísseis balísticos, e para EUA e Coreia do Sul a suspensão das suas manobras militares conjuntas em grande escala.

Trump diz que solução militar para atacar Coreia do Norte está pronta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (11) no Twitter que uma solução militar para atacar a Coreia do Norte já está pronta, mas ele descartou um ataque no momento. “Se a Coréia do Norte atuar imprudentemente, as soluções militares estão definidas e [as armas] estão carregadas", escreveu. E completou: "Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!”

Depois de mais um episódio da escalada de tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte, Trump foi mais ponderado em sua postagem de hoje, ao dizer que um plano de ação está pronto, mas descartado no momento. A semana foi marcada por declarações e provocações entre Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un.

O presidente americano disse no começo da semana que responderia à Coreia do Norte com fogo e fúria, caso o país decidisse atacar os Estados Unidos. As declarações foram dadas por Trump dois dias depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciar sanções econômicas ao país presidido por Kim Jong Un.

Em seguida, o governo norte-coreano anunciou que estava examinando um plano de ataque à Ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, a leste das Filipinas.

Donald Trump recebeu críticas internamente e da comunidade internacional pelas declarações de terça-feira. O tom provocativo utilizado por ele, foi classificado pela imprensa e analistas da diplomacia mundial como, impulsiva e imponderada.

Ontem em novas declarações, ele manteve a postura rígida direcionada a Pyongyang ao dizer que "talvez a expressão fogo e fúria [utilizada anteriormente] não tenha sido forte o suficiente. Trump reafirmou que o país sofrerá uma derrota vergonhosa se "persistir em suas aventuras militares e pressões extremas".

O presidente afirmou, entretanto, que não discutirá um ataque preventivo à Coreia do Norte. "Nós não falamos sobre isso. Não fazemos isso," disse.

A China e a Alemanha defenderam a busca do diálogo entre as partes e o fim das provocações. E além do discurso um pouco mais ameno de Trump hoje pelo Twitter, EUA e Coreia acertaram dialogar antes de tomar uma atitude contra a Coreia do Norte.
Fonte: EBC


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