Fundamentos da Geografia da Natureza
GEOGRAFIA ESCOLAR
1. Os fundamentos da Geografia da Natureza
A Geografia da Natureza é o ramo da Geografia que estuda os elementos naturais do planeta Terra, como o relevo, os rios, os mares, os climas, os solos e a vegetação. Esses elementos fazem parte da chamada natureza e formam as paisagens naturais que existem no planeta.
Esse campo da Geografia busca compreender como esses elementos se formaram e como continuam sendo transformados ao longo do tempo. O relevo, por exemplo, não é sempre igual: montanhas podem se desgastar, rios mudam de curso e planícies podem ser formadas por sedimentos trazidos pelas águas.
Além de estudar a natureza em si, a Geografia da Natureza também se preocupa em entender como os seres humanos utilizam e transformam esses elementos naturais. Ao construir cidades, estradas, barragens e áreas agrícolas, a sociedade modifica a paisagem natural e cria o chamado espaço geográfico.
1.1 A Geografia: da Natureza à Sociedade
No início, a Geografia se dedicava principalmente ao estudo da natureza: montanhas, rios, oceanos e climas. Com o passar do tempo, os geógrafos perceberam que não era possível estudar a natureza sem considerar a presença humana.
As sociedades dependem da natureza para sobreviver. O ser humano utiliza o solo para plantar alimentos, a água dos rios para beber e produzir energia, e os recursos minerais para fabricar objetos e construir casas. Ao mesmo tempo, essas atividades transformam a natureza.
1.2 O Planeta Terra: um corpo dinâmico
A Terra é um planeta dinâmico, isto é, está em constante transformação. Ao longo de milhões de anos, continentes se deslocaram, montanhas se formaram, vulcões entraram em erupção e terremotos modificaram a superfície terrestre.
A estrutura interna da Terra é formada por três grandes camadas:
- Crosta: camada mais externa, onde vivemos.
- Manto: camada intermediária, formada por material quente e parcialmente pastoso.
- Núcleo: parte central do planeta, muito quente, rica em ferro e níquel.
1.3 A superfície da Terra: estruturas e formas do relevo
O relevo corresponde às diferentes formas da superfície terrestre. Ele é resultado da ação de forças internas e externas que atuam sobre a crosta terrestre ao longo do tempo.
- Montanhas: áreas muito elevadas e com encostas íngremes.
- Planaltos: áreas elevadas, com superfícies mais planas ou onduladas.
- Planícies: áreas baixas e pouco inclinadas.
- Depressões: áreas mais baixas que as regiões ao redor.
1.4 Os processos endógenos na geração das formas do relevo
Os processos endógenos são aqueles que se originam no interior da Terra. Eles são responsáveis pela formação das grandes estruturas do relevo, como montanhas e cadeias montanhosas. Os principais são o Tectonismo, o Vulcanismo e os Abalos Sísmicos.
1.5 Os processos exógenos na esculturação das formas do relevo
Os processos exógenos atuam na superfície da Terra e são responsáveis pelo desgaste e pela transformação do relevo ao longo do tempo. Provocam o Intemperismo, a Erosão e a Sedimentação.
1.6 As estruturas e as formas do relevo brasileiro
O relevo brasileiro é muito antigo e sofreu intensa ação dos agentes externos. O Brasil não apresenta grandes cadeias montanhosas recentes, sendo dominado por planaltos, planícies e depressões.
1.7 Unidades do relevo brasileiro
O relevo brasileiro é dividido em grandes unidades de acordo com a classificação de Jurandyr Ross, como o Planalto Central, a Planície Amazônica e a Depressão Sertaneja.
ATIVIDADES
- Explique com suas palavras o que é relevo.
- Cite dois processos endógenos.
- Diferencie intemperismo, erosão e sedimentação.
- Pesquise uma unidade do relevo brasileiro e descreva suas características.
- Explique a relação entre relevo e ocupação humana.









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