Geografia Escolar
Análises críticas do espaço geográfico
Aula Prática: "Parasita" e a Segregação Socioespacial nas Metrópoles
Vencedor do Oscar de Melhor Filme, "Parasita" (Bong Joon-ho) é uma obra-prima que vai muito além do suspense. Para a Geografia, o filme é um mapa perfeito da desigualdade urbana, mostrando como a arquitetura e o planejamento da cidade separam fisicamente ricos e pobres.
📝 Sequência Didática Sugerida
Aula 1: A Verticalidade Social
Foco: Segregação Socioespacial.
Analise a geografia do filme: os ricos moram no "alto" (ar puro, vista, luz solar), os pobres moram no "baixo" (semisusbsolo, esgoto, escuro). Discuta como as cidades organizam o espaço para separar as classes sociais. Compare com as favelas e bairros nobres no Brasil.
Aula 2: Habitação e Precariedade
Foco: Déficit Habitacional.
Discuta o conceito de Banjiha (os apartamentos de semissubsolo em Seul). Relacione com os cortiços e ocupações irregulares nas metrópoles brasileiras. O que é especulação imobiliária e gentrificação?
Aula 3: Injustiça Ambiental
Foco: A cena da chuva.
Analise a cena climática: para a Sra. Park, a chuva é uma "bênção" que limpa o ar; para os Kim, é uma catástrofe que inunda a casa com esgoto. Introduza o conceito de Desigualdade/Racismo Ambiental: quem sofre mais com as mudanças climáticas?
Professor, baixe o roteiro de discussão completo:
Baixar Aula em PDF🧠 Quiz Geografia Urbana: Parasita (Estilo ENEM)
Teste seus conhecimentos sobre urbanização e desigualdade com base nos conceitos do filme.
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A segregação socioespacial é a divisão da cidade em áreas distintas por classe social, renda ou etnia, muitas vezes marcada por barreiras físicas ou geográficas (alto vs. baixo).
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O alto custo de vida e a falta de políticas públicas empurram a população de baixa renda para moradias precárias (favelas, cortiços, porões), caracterizando o déficit habitacional.
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A injustiça ambiental ocorre quando populações vulneráveis sofrem desproporcionalmente os impactos negativos de eventos climáticos ou poluição, devido à falta de infraestrutura.
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A "uberização" ou informalidade é marcada pela falta de vínculo empregatício, instabilidade de renda e ausência de direitos trabalhistas, realidade da família Kim.
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O cheiro serve como um marcador social que distingue e separa as classes, reforçando o preconceito e a percepção de que pobres e ricos pertencem a "mundos diferentes".
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Ambas são cidades globais do "Sul" (ou emergentes) marcadas pela convivência lado a lado de extrema riqueza e extrema pobreza.
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Gentrificação é o "enobrecimento" de áreas pobres, onde melhorias urbanas aumentam o custo de vida, forçando a saída dos moradores originais de baixa renda.
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Embora tenham smartphones, a falta de acesso à rede própria mostra que a inclusão digital depende de renda, criando cidadãos de "segunda classe" digital.
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O filme mostra que talento e esforço (os Kim são habilidosos) não bastam para ascensão social em um sistema rígido e desigual; eles precisam trapacear para ter uma chance.
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A vida dos Kim é o oposto do ODS 10 e do ODS 11 (Cidades Sustentáveis), pois vivem na margem da infraestrutura urbana e econômica.
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